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Anderson vs. Jones? Rickson vs. Sakuraba? Super-lutas que nunca ocorreram...

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Está aberta a temporada de especulações acerca de super-lutas. Anderson Silva vs. Georges Saint-Pierre, Jon Jones vs. Anderson Silva, Junior Cigano vs. Jon Jones. Com tantas especulações, abro esse espaço para comentar de super combates, que mexeram com a imaginação dos fãs de vale-tudo/MMA, mas que nunca se realizaram. Houveram combates sonhados que aconteceram em ocasiões onde os lutadores já não gozavam de seus auges, ou seja, não ocorrem no momento adequado, como Tito Ortiz vs. Chuck Liddell, Mauricio Shogun vs. Dan Henderson, Wanderlei Silva vs. Chuck Liddell e até mesmo Mark Coleman vs. Randy Couture, que ocorreu com os dois já quarentões e em franca decadência. Entretanto, há combates que nunca aconteceram, em nenhum momento.

Rickson Gracie vs. Marco Ruas
Esse foi um combate que poderia ter ocorrido a portas fechadas ou como luta principal de um grande evento. Segundo a versão do Gracie, ele teria desafiado Ruas para um combate em uma das famosas invasões dos Gracies a academias rivais. Alega que Ruas pediu uma bolsa e um tempo para treinar, pois não estaria pronto naquele momento, e que teria respondido algo como “Eu já nasci pronto!”. Evidentemente, Ruas sempre negou essa versão e diz que não desafiado. Desafiou em público o seu desafeto diversas vezes e o combate sempre foi especulado, mas a bolsa do bicampeão do Japan Open sempre foi o principal empecilho.



Rickson Gracie vs. “Grande Nome do Vale-Tudo Mundial” no Brazil Open
O ano era 1995. O evento se chamava Brazil Open e prometia colocar o Brasil no mapa dos grandes eventos mundiais, a época o UFC e o Japan Open. Rickson Gracie era tido como o melhor lutador do mundo, sob a lógica de que era considerado o melhor Gracie e seu irmão mais novo, Royce, havia assombrado o UFC. Trazia um cartel de 470-0, que não era muito questionado na época. Ele abriu mão de sua bolsa de 1 milhão de dólares por algo mais singelo, para poder se apresentar no Brasil. O evento seria em 3 etapas: a nacional, a internacional e a final. O vencedor da nacional se classificaria para a internacional, que reuniria os melhores lutadores do mundo da época. E o vencedor da internacional enfrentaria Rickson Gracie em uma Super-Luta. A nacional foi completada com sucesso, reuniu grandes nomes do vale-tudo nacional da época, como Amaury Bitetti, The Pedro, Rei Zulu e James Adler, e acabou vencida surpreendentemente pelo capoerista Mestre Hulk, que nocauteou o favorito Amaury Bitetti na final, se classificando para a etapa internacional. A expectativa era que etapa internacional iria contar com grandes nomes da época, como Ken Shamrock, Dan Severn e Oleg Taktarov. Porém, o que se viu foram nomes como Jean Rivierre, Maurice Travis e Mushtaq Abdulah. Boa parte deles sequer haviam lutado vale-tudo na vida. Parecia uma decepção, mas podia piorar. Após a realização das quartas-de-final, onde o representante brasileiro Mestre Hulk foi nocauteado em poucos segundos por Jean Rivierre, simplesmente não houve semi-final e o evento acabou. Veio a notícia que os lutadores se recusaram a prosseguir, porque não receberam um centavo da organização. Calote decretado, super-luta com Rickson Gracie cancelada e papelão brasileiro perante os lutadores internacionais.

Mark Coleman vs. Vitor Belfort
A entrada de wrestlers americanos no vale-tudo acabou com a hegemonia dos brasileiros no cenário internacional. Mas nenhum deles foi tão assustador como Mark Coleman. Após espancar o temido Don Frye e conquistar o UFC 10, Coleman seguiu destruindo oponentes, conquistando o UFC 11 devido a recusa do brasileiro Roberto Traven em enfrentá-lo. Por fim, atropelou o bicampeão do UFC Dan Severn no UFC 12 e se sagrou o 1ºcampeão peso pesado da história do evento. No mesmo evento, surgiu Vitor Belfort e suas mãos avassaladoras. Instantaneamente, passou-se a especular o combate. Era a luta que o mundo queria ver. E o UFC resolveu tentar aumentar a expectativa. Colocou Belfort para enfrentar Tank Abbott no UFC 13 e o Coleman para enfrentar Maurice Smith no UFC 14. Belfort cumpriu a sua parte e atropelou seu oponente, mas Coleman acabou surpreendido por Smith e conheceu sua primeira derrota. No evento seguinte, Belfort também conheceu sua primeira derrota, diante de Randy Couture, e a expectativa pelo sonhado confronto Coleman vs. Belfort se desfez.

Mark Kerr vs. Carlão Barreto
O mundo do vale-tudo era dominado por wrestlers. Mark Coleman, Dan Severn, Mark Kerr, Don Frye, Kevin Randleman, Tom Erikson. Eram lutadores fortes, pesados, que espremiam seus adversários e venciam os eventos. Os representantes do jiu-jitsu na época eram pequenos perto desses wrestlers e acabavam sendo derrotados. Até que o faixa-preta de Carlson Gracie, Carlão Barreto, surgiu como a solução. Alto e forte, pesando cerca de 110kg, era a solução para equilibrar as ações. Após finalizar Kevin Randleman na final do UVTF 6, no Rio de Janeiro, não havia duvidas que Carlão era o cara que levaria o jiu-jitsu ao topo novamente. Do lado dos americanos, com a derrota de Mark Coleman no UFC 14, eis que Mark Kerr passou a ser considerado o homem a ser batido, após vencer o torneio dos pesados no mesmo evento. E o combate Kerr vs. Carlão gerava muito expectativa. O torneio de pesados do UFC 15 era o evento onde tudo iria acontecer. Kerr fez sua parte e atropelou seu oponente na semi-final. Mas Carlão decepcionou largamente, sendo derrotado por pontos pelo mediano Dave Beneteau, que acabou não voltando para a final, gerando frustração geral. Alguns meses depois, Kerr e Carlão se enfrentaram no ADCC, em combate vencido pelo americano por uma queda. Mas nunca se enfrentaram em um combate de vale-tudo.


Carlão foi derrotado por Beneteau e viu Kerr faturar mais um título diante do reserva Dwayne Cason

Rickson Gracie vs. Kazushi Sakuraba
As bolsas exorbitantes do “invicto” Rickson Gracie sempre impediram que grandes combates fossem realizados. Kazushi Sakuraba foi o maior algoz da história da família Gracie. Quando o japonês obteve a contestada vitória sobre Royler Gracie no Pride 8, pouco se deu atenção. A vitória ocorreu em uma interrupção polêmica, onde o multicampeão de jiu-jitsu não bateu para uma Kimura, mas a luta foi dada por encerrada pelo árbitro. Mas não foi algo que se desse tanta importância, afinal Sakuraba era cerca de 25kg mais pesado que o Gracie. Eis que o lendário Royce Gracie acertou sua participação no GP Openweight de 2000 e após uma batalha de 1h30, o japonês sagrou-se vencedor, abrindo uma mancha na história da família Gracie no vale-tudo. No mesmo ano, enfileirou mais dois representantes da família: Renzo e Ryan. O combate contra Rickson era inevitável. O combate esteve perto se realizar, mas a morte de Rockson Gracie, filho de Rickson, acabou por sepultar as possibilidades de realização do combate.



Fedor Emelianenko vs. Brock Lesnar
O maior peso pesado de todos os tempos foi uma das poucas estrelas do extinto Pride que não migraram para o UFC. Primeiramente, fechou contrato com o Afliction, evento que reuniu estrelas como Andrei Arlovski, Vitor Belfort, Tim Sylvia, Pedro Rizzo, Rogério Minotouro, etc. Após conseguir dois rápidos nocautes diante de Sylvia e Arlovski, Fedor iria enfrentar Josh Barnett, mas o mesmo acabou sendo pego no doping e o evento foi cancelado e posteriormente dado como encerrado. Então Fedor voltou a mira do UFC,que lhe ofereceu uma disputa de cinturão imediata diante o líder de vendas de PPV Brock Lesnar. Entretanto, o russo optou por lutar no Strikeforce e a luta não aconteceu. Acabou amargando três derrotas no evento e viu Lesnar emendar duas derrotas no UFC, esfriando de vez a chance do combate acontecer. Recentemente houve boatos que a luta se realizaria, mas tais acabaram desmentidos.


Dana White já sonhou com esse momento


Anderson Silva vs. Lyoto Machida
Não é a primeira vez que Dana White alardeia que irá colocar Anderson Silva diante do campeão dos meio-pesados. Após conquistar várias vitórias sobre nomes como Tito Ortiz e Thiago Silva, Lyoto Machida assombrou o mundo das lutas com um nocaute espetacular no então invicto Rashad Evans, conquistando o título dos meio-pesados do UFC. O estilo de luta similar ao de Anderson Silva fez com que Dana White prometesse que os colocaria frente a frente, apesar de ambos negarem a luta, já que treinavam juntos. Após a derrota de Lyoto Machida para Mauricio Shogun, o combate perdeu sentido.



Campeões do UFC vs. Campeões do Strikeforce
Quando a Zuffa anunciou a compra do concorrente do UFC, o Strikeforce, logo começaram as especulações acerca de confrontos entre campeões das duas organizações. Três deles migraram para o evento presidido por Dana White: Nick Diaz, Dan Henderson e Alistair Overeem. O UFC recepcionou os três com combates contra ex-campeões do evento: BJ Penn, Mauricio Shogun e Brock Lesnar. Os campeões do Strikeforce se saíram bem, venceram os combates e os confrontos contra os campeões do UFC foram marcados. Nick Diaz acabou não disputando o título em virtude da lesão do campeão dos meio-médios, Georges Saint-Pierre. Disputou o título interino da categoria com Carlos Condit e foi derrotado, esfriando de vez a possibilidade de uma super-luta com GSP. Dan Henderson teve seu combate com Jon Jones cancelado em virtude de uma contusão no joelho. E Alistair Overeem perder a chance de disputar o cinturão contra Junior dos Santos por ter sido pego no antidoping em um exame surpresa. Entretanto, deverá disputar o cinturão quando acabar sua suspensão.


Estes foram apenas alguns exemplos de super-lutas que não se concretizaram. Está aberto aí para o pessoal comentar de mais algumas.



Última edição por Neto Diná em Qui Nov 01, 2012 7:23 pm, editado 1 vez(es)

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Muito boa matéria hein! Gosto de nostalgia! Essa do Hulk sobre o Amauri foi uma das maiores zebras de todos os tempos. Lembro que o Brasil Open foi matéria da Globo, no Globo Esporte ou Esporte espetacular. Mas que cagada que os caras da organização deram hein! Tem outro combate que não aconteceu: Walid vs Rickson, mas esse era um super combate só para o Walid em relação ao resto do mundo. A turma mais "hadicor" pedia um combate entre "a volta de" Royce vs Mark Coleman ou Mark Kerr, no augi desses dois. Acho que a única chance do Royce seria uma vitória por finalização após 30 minutos de luta, mas como já existia limite de tempo e decisão por pontos nessa época, não ia rolar pro Royce não, mesmo porque o Kerr era um viadinho monstruoso, e era mais fácil ele nocautear, mesmo sendo zero na trocação, do que o brasileiro arrumar um jeito de vencer.

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Excelente matéria mesmo. Interessante como dá pra perceber como o "mito" Rickson como lutador de vale-tudo é uma grande piada...

Como eu comecei a acompanhar o esporte apenas em 2002,com o PRIDE,e só comecei a acompanhar o UFC em 2008,não peguei a maioria dessas especulações. Tenho que continuar baixando os UFC's antigos pra assistir essa galera toda em ação.

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